quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Estante

O vento veio, bagunçou a minha estante. A janela estava aberta, cairam alguns retratos. Mas depois que tudo passou - sempre passa, levantei tudo, e puver como nossas fotos são felizes, como nossa vida é bonita. Bati toda a poeira, ajeitei as molduras e pude reparar no seu sorriso, e no meu sorriso por ver o teu... Nas mãos dadas, à vontade. Nas brincaeiras, nas poses engraçadas e em nós dois, só. Gosto da minha estante, que fica mais bonita com ela.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Álbum de Recordações

Lembrança ruim é pra ser trancada numa caixa, lacrada e jogada no fundo do porão do coração. Mas tem lembrança boa. E lembrança boa é boa de olhar, quando se quer sorrir, quando se quer sentir bem. Essas merecem uma moldura bonitinha na parede desse mesmo coração, naquela sala que só você entra. Hoje eu peguei pra lembrar, tinha muitos rolos de filmes com minhas lembranças preferidas, resolvi revelar as melhores.

Ainda tenho muito o que viver pela frente. Não vou sair por aí experimentando "tudo e o mundo", tenho aquela famosa lista de coisas que todos devem fazer. Mas eu olho pras fotos que eu revelei, e digo: fui muito bem sucedido em tudo o que me propus à fazer. Tirei fotos bonitas, nenhuma ficou borrada, caprichei em todas as poses. Sou feliz.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

A Música em Camadas

Bom dia, amigos!

Bom, ontem consegui fazer funcionar um HD com uma tonelaaaada das minhas coisas, e fuçando lá achei isso, gostaria de compartilhar com vocês.

Na verdade, isso tem alguns anos já, e é fruto de uma brincadeira entre eu, Jardel e algumas pessoas da PIBInterlagos, em Linhares. Estávamos fazendo umas paródias pro retiro e saiu isso, rs...

No fim das contas não terminamos a letra, mas tava ficando legal (?). Mas deu tempo de fazer esse testezinho com o instrmental da música - ou seja, a gente não tinha NADA pra fazer, e foi gravar isso.

Resumindo, a música é "Touch My Body", da Mariah Carey, o Instrumental original (e bem mais gostoso de ouvir, diga-se de passagem) está aqui >> http://www.youtube.com/watch?v=Z957JKsjFLM

Mas o que me motivou a escrever o e-mail foi uma conversa que tive recentemente com Tio Tony, falando sobre a música e sua composição, me referindo aos ensaios do ministério de Louvor aqui da PIBVV. Eu comentei com ele que muitas vezes nós chegamos loucos pra ensaiar, tocar, preencher CADA ESPAÇO, CADA BRECHA, da música, achando que isso seja realmente necessário - e isso, na maioria das vezes, acaba por entupir as caixas de som e, especialmente, os ouvidos da congregação.

O que eu e Jardel descobrimos ao desmontar esse instrumental, e que é praticado em todo bom estúdio de gravação do Brasil e mundo, foi uma coisa que pode ser aplicado em toda e qualquer música: SUTILEZAS FAZEM A DIFERENÇA.

Pra fazer diferença, você, instrumentista, não precisa encher a mão no seu instrumento, tocando cada vez mais alto para aparecer, por dois motivos: você só vai fazer mais barulho - pode estar tocando perfeitamente bem, mas no meio de um grande barulho, e só mais um barulho; você não vai aparecer em lugar nenhum - as músicas tem espaços pra todos, cada um com sua sutileza. Existe o momento para cada instrumento, se você não souber respeitar, provavelmente será ignorado por quem ouve...

E você, vocal, não precisa cantar como se fosse o fim do mundo: um "ah" ou "uh", no lugar e na hora certa, podem dar outra cara à música. Se você chegar lá na frente pra cantar uníssono com quem ministra, vai ficar feio, por dois motivos: suas vozes são diferentes, e vocês cantam de maneiras diferentes - ou seja, vamos perceber se qualquer de vocês errar, e vai ficar enjoativo ouvir todo mundo cantar todas as músicas; você vai estourar sua garganta, porque, ao cantar em uníssono com o lead vocal (quem ministra), você vai ter que cantar mais alto pra poder se ouvir...

Ouça a música com atenção, observe os espaços, as camadas, e como eles são preenchidos/utilizados de forma sutil, delicada. Quando juntos, formam um som sólido, sem exageros, gostoso de ouvir.

Pra não falarem que eu só dei exemplo com uma música secular, segue um exemplo do nosso Raiz Coral: Minha Pequena Luz >> http://www.youtube.com/watch?v=k2j_ReiL4qI

Um instrmental IRADO, bem feito, com QUATRO instrmentos: Batera (um groovie seco e regular, firme), Baixo (ele MANDA na música, dá a dinâmica principal, por conta da levada da música), Orgão (que faz introdução e um jogo de 'alto e baixo' com o baixo) e Guitarra (fica só no "Wah-Wah", dá mais movimento e preenche, de forma SUTIL, o espaço deixado pelo Orgão).

Não tem metais, não tem percussão, não tem violão, não tem efeitos especiais, frases super elaboradas ou ataques agressivos.

Enfim, espero que isso contribua para o nosso bom desempenho e aperfeiçoamento no nosso serviço ao nosso Deus!

Link para o arquivo em camadas: https://skydrive.live.com/?cid=132bbadb1c6b2edb#!/?cid=132BBADB1C6B2EDB&id=132BBADB1C6B2EDB%21126&sc=documents



Abraços, Deus abençoe!

Pedro Gomes

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Vamos pensar um pouquinho?

Texto antiguinho, mas merece um post...

---

Bom, na verdade eu não sei bem qual é o objetivo ou o foco desse blog, mas como o blog é meu, vou postar o que eu quiser... - - - - Quinta-feira, 21hrs da noite, e uma aula de sociologia maléfica foram as inspirações para essa postagem. O tema da aula foi censo comum, valores, conceitos, etc, essa babozeira toda... Aquilo que a gente todo o ano aprende na escola e sempre vê em filmes chatos, como Matrix e coisa e tal... Tá bom, isso tudo é, apesar de muito complexo e distante da midia, a base da nossa sociedade, devemos (devemos?) entender os "conceitos que constroem nossos conceitos" (falando muuuuuito grosseiramente), e também as relações entre os viventes desta sociedade e seus poderes, mas somos questionados e "invocados" a questionar de um modo muito ocidental, e por que não, de um modo muito cristão. Não que isto seja ruim (não significa que seja necessariamente bom) - somos estimulados a pensar, repensar, questionar e a, inclusive, sair do famoso senso comum, mas somos manipulados a cair numa hegemonia erudita, ou seja, (não sei se essa expressão é a adequada, mas vou chamar assim) saimos de um senso comum para entrar num "cultismo" vicioso e que, embora provavelmente já questionado, nos foi imposto desde nossa fecundação (!).

Ou seja, temos de sair de um comodismo, que já é citado e combatido desde a filosofia grega, mas em contrapartida somos levados ao cultismo (de idéias, pensamentos, falas, aparências, etc) que predomina desde o séc. XIX, ou até do séc. XVIII, imposto pela "nossa" filosofia ocidental. Aliás, os valores ocidentais dos quais tentamos alcançar a plenitude (coragem, honra, sabedoria, respeito, humildade, e por aí vai...) foram descritos há 2000 anos, e de lá para cá, por maior que seja a quantidade de discussões que houveram em torno desses e de muitos outros mais valores, pouco mudaram. De um modo muito simples, se devemos questionar tudo (!), por que não questionar a definição (se é que existe mesmo) e a origem nos valores sociais atuais?

Um exemplo que foi discutido na aula foi a questão da roupa na sociedade atual - como nos devemos vestir na praia, na rua, na padaria, no trabalho, etc. Seguindo este exemplo, quem disse que precisamos ir de sunga na praia, e não de terno? "Ah, Menino, é por causa da temperatura, poxa!!!" Parece patético, mas alguém vestiu uma sunga pela primeira vez e de lá para cá ninguém questionou. Aprofundando um pouco mais, vamos passar da sunga para o maiô. Não se usava maiô nas praias. Usaram pela primeira vez, e como um vírus, não se questionou o uso - apenas usou-se - e isso por que na época era "meio proibido", "socialmente" falando. Ou seja, será que estamos questionando as coisas certas, e será que estamos questionando voltados para as respostas certas? Buscamos que tipo de respostas, e quais são as certas?

Finalizando, a historinha dos homens que estão na caverna e só vêem sombras (o acento ainda está certo xD) é muito bonitinha, e faz sentido, mas será que não estamos caindo no comdismo de pensar que esta é a maneira certa de se pensar? Isto é, a história é repetida a 2000 anos, será que não necessitamos pensar mais ainda e verificar a fidelidade dessa filosofia que nos cerca? (E quando falo filosofia, me refiro tanto à ciência quanto à "matéria" em si, a parte que não estudamos na escola, nem na facul, incluindo os nossos conceitos e valores das virtudes e pecados - e por que não os da sociedade - tanto a do nosso bairro como o nosso planeta?). Ao começar a escrevrer pensei que encontraria alguma resposta, mas surgiram inúmeras outras perguntas, das quais não as postei nem um quinto.

Vamos pensar um pouquinho?

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Pra pensar... [2]

"‎...Fizeram a gente acreditar que amor mesmo, amor pra valer, só acontece uma vez, geralmente antes dos 30 anos. Não contaram pra nós que amor não é acionado, nem chega com hora marcada. Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade. Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta: a gente cresce através da gente mesmo. Se estivermos em boa companhia, é só mais agradável. Fizeram a gente acreditar numa fórmula chamada "dois em um": duas pessoas pensando igual, agindo igual, que era isso que funcionava. Não nos contaram que isso tem nome: anulação. Que só sendo indivíduos com personalidade própria é que poderemos ter uma relação saudável. Fizeram a gente acreditar que casamento é obrigatório e que desejos fora de hora devem ser reprimidos. Fizeram a gente acreditar que os bonitos e magros são mais amados, que os que transam pouco são caretas, que os que transam muito não são confiáveis, e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto. Só não disseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto. Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos, e os que escapam dela estão condenados à marginalidade. Não nos contaram que estas fórmulas dão errado, frustram as pessoas, são alienantes, e que podemos tentar outras alternativas. Ah, também não contaram que ninguém vai contar isso tudo pra gente. Cada um vai ter que descobrir sozinho. E aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém" (John Lennon)

(Flávio Maldonado, via Facebook)

Pra pensar... [1]

"Eu nunca trocaria meus amigos surpreendentes, minha vida maravilhosa, minha amada família por menos cabelo branco ou uma barriga mais lisa. Enquanto fui envelhecendo, tornei-me mais amável para mim, e menos crítica de mim mesmo. Eu me tornei meu próprio amigo .. Eu não me censuro por comer biscoito extra, ou por não fazer a minha cama, ou para a compra de algo bobo que eu não precisava, como uma escultura de cimento, mas que parece tão “avant garde” no meu pátio. Eu tenho direito de ser desarrumada, de ser extravagante.
Vi muitos amigos queridos deixarem este mundo cedo demais, antes de compreenderem a grande liberdade que vem com o envelhecimento.
Quem vai me censurar se resolvo ficar lendo ou jogar no computador até as quatro horas e dormir até meio-dia? Eu Dançarei ao som daqueles sucessos maravilhosos dos anos 60 &70, e se eu, ao mesmo tempo, desejo de chorar por um amor perdido ... Eu vou.
Vou andar na praia em um maiô excessivamente esticado sobre um corpo decadente, e mergulhar nas ondas com abandono, se eu quiser, apesar dos olhares penalizados dos outros no jet set.
Eles, também, vão envelhecer.
Eu sei que eu sou às vezes esquecida. Mas há mais, alguns coisas na vida que devem ser esquecidas. Eu me recordo das coisas importantes.
Claro, ao longo dos anos meu coração foi quebrado. Como não pode quebrar seu coração quando você perde um ente querido, ou quando uma criança sofre, ou mesmo quando algum amado animal de estimação é atropelado por um carro? Mas corações partidos são os que nos dão força, compreensão e compaixão. Um coração que nunca sofreu é imaculado e estéril e nunca conhecerá a alegria de ser imperfeito.
Eu sou tão abençoada por ter vivido o suficiente para ter meus cabelos grisalhos, e ter os risos da juventude gravados para sempre em sulcos profundos em meu rosto.
Muitos nunca riram, muitos morreram antes de seus cabelos virarem prata.
Conforme você envelhece, é mais fácil ser positivo. Você se preocupa menos com o que os outros pensam. Eu não me questiono mais.
Eu ganhei o direito de estar errado.
Assim, para responder sua pergunta, eu gosto de ser velha. Ele me libertou. Eu gosto da pessoa que me tornei. Eu não vou viver para sempre, mas enquanto eu ainda estou aqui, eu não vou perder tempo lamentando o que poderia ter sido, ou me preocupar com o que será. E eu vou comer sobremesa todos os dias (se me apetecer).
Que nossa amizade nunca se separe porque é direto do coração!"

(Debora Batista Freitas, via Facebook)

terça-feira, 4 de outubro de 2011

O Preço

"É pedir muito um sorriso seu?
É pedir muito o teu perdão?
É pedir muito um abraço teu?
... É pedir muito uma única canção?

É duro saber que tenho que pedir
É sujo ter que implorar
É horrível ter que impedir
É doloroso ter que chorar

Será que para te olhar
Será que para com você falar
Será que para voltar a te admirar
Existe um preço?
Existe um valor?

Fale-me, o quanto tu pedes?
Fale-me, o quanto tu queres?
Diga-me, se é isso que tu exiges?
Será que consegues
Ficar longe de mim?
Será que te faço tão mal assim?

Foi o que te falei?
Foi o que contei?
O Porquê mudou tanto?
Lhe pago o preço que for preciso
Mas por favor, fique aqui comigo."

(Camila Bazoni Juste)

Conversa de Bar...


-Eu penso nisso todo dia: como posso gostar tanto assim de alguém? Tá, falando assim parece mais um diário de uma adolescentezinha qualquer, falando sobre aquele carinha bonitinho da outra sala. Mas o lance é que eu paro pra pensar em tanta coisa, em tanta história, e sempre eu sempre me surpreendo - olhava para o copo e forçava mais um gole, daquele quase-fim de Martini.

-Hmmm, sei... - num tom meio desleixado, o barman respondeu ainda sem muito interesse. - É, mas quando a gente tem muita coisa em comum, quando tem uma vida parecida, aí fica melhor pra juntar... - Tentou entrar no papo, era o único cliente no balcão. Com olhar distante e perdido, o apaixonado solta bem devagar, falando meio picotado:

-Definitivamente não somos iguais. E, eu sim, posso falar somos diferentes em tanta coisa. Cada um com uma doidera, com uma bobagem, mas essas coisas que chamamaram a atenção, que fizeram a gente se gostar, o tipo de coisa que vai virar piada depois... - E devolve a taça pra mais um drink. - Eu, que sempre fui muito certo de muita coisa, sempre convencido de fazer muita coisa do "meu jeito, o jeito certo de fazer", tomando tapa de luva dela. E tendo a chance de mostrar coisas que ela não enxergava. A famosa "relação de mão-dupla", sabe?

O barman pensa que vai virar um papo de divã, mais um cara chato que vem alugar sua santa paciência com conversa de bêbado. Pegou fôlego pra falar, mas foi interrompido:

-Eu já não consigo pensar em outra. Rapaz, de boa: você, com alguma namorada sua, já pensou em algum "e se..." com outra pessoa, certo? Tipo, estar com uma pessoa mas se imaginar com outra, só por curiosidade mesmo, pra mudar de vida por 3 segundos. O engraçado é que, de coração (não vou mentir pra você...), depois que eu fiquei com ela, nunca mais pensei em ninguém. Quer dizer, as outras ainda estão lá: lindinhas, oferecidas, gentis, com aquele sorriso esperto, engracadinhas e sonsas como sempre. Eu não assinei contrato nenhum, dizendo que iria 'arrancar meus olhos' quando ela dissesse 'sim'. Mas desde que ouvi o sim dela, não consigo me imaginar com outra. Não tenho vontade, nunca tive. Com outras namoradas eu já me imaginei sim com outras, e não fiquei só na imaginação... Já me chateei com ela sim, lógico, só que o que eu penso quando isso acontece é "só quero a mulher da minha vida, não dá pra querer outra pessoa... Não quero outra pessoa, e não quero querer outra pessoa". Tá entendendo? - Aperta os olhos e manda mais Martini pra dentro. À essa altura, o barman não parou de trabalhar, mas presta atenção, não sabendo se espera algo que o faça pensar ou uma fala engraçada que renda um apelido pro camarada. E é interrompido denovo:

-Enfim, não sou muito à favor da dependência que muito homem tem de suas mulheres. Esses dias eu tava nessa, e me dei mal. Mas eu gosto mesmo dela. Eu do meu jeito, ela do jeito dela, sei lá. Não me importo mais com isso. Eu sempre pensei assim: "não preciso me afastar pelas diferençar, posso me aproximar pelas coisas que temos em comum". É tão tosquinho, mas tão verdade... Vou parar de te alugar aqui, cara... Chega de Martini, to filosofando demais (risos)! fica na paz, boa noite, e bom trabalho! - Entrega a taça vazia, paga a conta logo ao lado, e deixa o barman, imóvel:

-Ah, se toda a conversa de buteco fosse assim...

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Mais uma terça-feira.

Poderia ser mais uma terça-feira qualquer, poderia ser mais um 23 de Agosto qualquer, poderia. Mas essa terça-feira, esse 23 de Agosto tem sido bem diferente. Na verdade, 'diferente' é a palavra que melhor descreve o dia de hoje, mesmo. Aquele tipo de dia em que já acordamos inquietos, quase que pressentindo sobre o que vai acontecer. Mais estranho que o dia é esse nosso pressentimento sobre o mesmo. E isso transforma as coisas simples e rotineiras em tarefas longas e experiências únicas - pasmem. Nada mudou, apenas a percepção. Sei que não sou louco, alguma vez isso já aconteceu com quem quer que esteja lendo isso aqui.

Acordei mais cedo que o comum, tive a rotina alterada um pouco. Logo me lembrei do dia que seria hoje: 23 de Agosto, o dia em que fazemos dois meses. Na hora não pude me apegar à esse pensamento, estava concentrado com outras coisas. Mas, no mesmo momento em que acabei tudo, esse 'climão' me envolveu de novo. Parece um vírus, ou até uma droga, que começa sem te incomodar, até fazendo bem, e vai de preenchendo, tomando conta de você até fisicamente. Quando você se pega não consegue parar de pensar naquilo, e suas ações, suas atitudes são claramente direcionadas e comandadas por tudo aquilo. É louco. E eu to nessa. E é incrível como o ambiente influencia nisso tudo: o dia cinza, o clima frio, a chuva fina, os carros apressados, e até ouvir de longe um carro passando tocando mais um desses sertanejos que eu gosto. Mas é o que eu falei, num tem nada de mais, é a gente que tá alterado.

Logo depois do almoço resolvi o que precisava e, como antes, instantaneamente isso tudo me ocupa. Resolvi procurar pela frase do sertanejo que havia ouvido na rua, minutos antes. Era o que faltava pra eu me jogar nessa teia toda. Agora to aqui, ouvindo "Astral", de Jorge e Mateus, frenéticamente, sem parar um minuto (até agora, são 7 horas sem parar). Inevitavelmente nossa história toda se passou pela minha cabeça, naquele estilo flashback fast motion de filme mesmo. Eu tocando pra ela, pela primeira vez, quando nem nos conhecíamos ainda. Eu, ela, e outros no Claudiney, lanchando tantas vezes. Um rolê maluco em que ela chorou por um cara que não sabia o que queria. Um McDonalds em que eu falava pra ela ser paciente e dar outra chance pra outro cara que também não sabia o que queria. Nós dois compartilhando coisas siniisxtras sem sentir peso, sem incômodo, apenas compreensão. Ela mandando esse outro cara pro espaço, e ficando com um terceiro que, novidade, também não sabia o que queria (mas esse era pior, por que é caipira, acima de tudo). Eu dando conselhos, dando força, ouvindo. Sofrendo sem saber.

(Muitos me perguntam: mas Pedro, você não namorava, antes? Como estava sofrendo por ela? Bom, aqui vou eu numa confissão inédita, mas verdadeira. Sim, eu sofria por ela. Eu sempre tive vontade de ouvir dela um "nossa, você é mesmo um cara especial, um homem espetacular e que é pra vida toda". E, na época, naquela época, ela não disse. Não pra mim. Eu realmente acredito e respeito na amizade verdadeira entre duas pessoas, inclusive de sexos diferentes. É o que éramos, e sempre fomos: grandes amigos. Mas o compartilhar e o exortar fizeram com que, com o tempo, ganhássemos uma intimidade maior. Conhecíamos as frustrações um do outro, sabíamos o que precisávamos e podíamos muito bem chegar um pro outro e simplesmente descarregar tudo, chorar, xingar, reclamar, blaw. E isso fez com que, pelo menos ao meu ver, aprendêssemos a fazer feliz, um ao outro. Na verdade, fez com que aprendêssemos a não nos fazer tristes. Nossos parceiros nos faziam felizes, mas quando pegavam pra nos deixar chateado, ah, conseguiam. E só nós dois podíamos nos curar, nessas horas. O que falar, o que fazer, pra onde ir, o que ouvir, nós já sabíamos e era automático. Ou seja, ao meu ver, estávamos apaixonados e não sabíamos.)

O último flash foi nosso primeiro beijo. Até hoje fico sem chão quando penso nele (papo de mulherzinha da p****, mas é verdade). Uma quinta-feira qualquer, com uma boa companhia e um programa divertido. Assistir DVDs de Exalta e Jorge e Mateus na casa de grandes amigos, com um bom vinho (e sua variação "pau-na-coxa") parecia simples, só mais uma situação que renderia bons momentos, risadas divertidas e a disposição de enfrentar o fantasma da ex em véspera de viagem. Hoje, que ouço ela contar tudo o que armou e arquitetou pra me ter ali, naquela noite, é sim de dar frio na barriga. Até por que, na minha cegueira toda, na minha teimosia e insistência em dizer que nada aconteceria entre nós, jamais, eu fui pra lá sem desconfiar de nada (ninguém sabia de nada daquilo, só ela), sem esperar por nada, a não ser minha fossa em que eu fazia questão de me jogar - exatamente isso: eu saia, olhava pra tudo, e literalmente pulava lá de novo. Tudo muito bem, tudo muito bom até ela me pedir um beijo. Esse filme, esses flashs, que acabei de descrever, passou tudo ali naquela hora. Em questão de segundos. Eu não estava disposto a fazer aquilo, com medo de que as coisas ficassem diferente entre nós. E eu sabia que se fizesse aquilo, nossos olhares mudariam, nossas atitudes e pensamentos mudariam. Mas eu não queria perder aquilo que tornava nossa amizade tão especial, tão única e que fazia tão bem. Além disso, pesava o fato de que ela sempre foi uma 'menina de uma chance só', ou seja, se fosse pra acontecer algo entre nós, eu não gostaria que fosse superficial, ou rápido, só por diversão. De qualquer forma, era uma chance só. Aconteceu, já era. Se acabar, se não durar, acabou, foi. E eu ficaria frustrado e chateado e teria que procurar um bom tempo por alguém que se parecesse um pouco com ela e o bem que ela me faz. Rolou o beijo. Foi meio que na calada, ninguém sabia daquilo ali. Ninguém. Tínhamos que ser silenciosos, mas não eu não queria, não podia, ser devagar. Eu tinha que impressionar, fazer bem feito, afinal ela era autêntica e no menor pormenor (sim, redundante) ela poderia fazer meu nome (pro bem ou pro mal). Além disso, seu último ex era descrito por ela, pra mim, como aquele que tinha uma pegada completa, perfeita. Enfim, foi esse beijo, esse primeiro e apressado beijo, que me fez cair na real: eu estava apaixonado, mas vivia uma falsa história de amor. Estava realmente apaixonado, só achava que amava a pessoa errada! Amava a pessoa certa, mas fazia questão de querer enxergar a pessoa errada...

Resumindo, eu chorei muito hoje (sim, chorei) ao ver que um beijo 'sem muito compromisso', mas muito delicado, que representava tanta coisa, se transformou numa história tão irada... O fato dessa história já ter começado antes e me envolver com tudo, com pressa e de uma forma tão especial me fazem olhar pra frente sem saber o que esperar, mas com a certeza de que do lado dela, qualquer coisa vai ser perfeito. Relendo algumas conversas de MSN, hoje, me dou conta de que fui CEGO, e muitas pessoas e situações me faziam não enxergar o que estava bem na minha frente. Coitado de mim, mal sabe que o que é pra ser de verdade, a gente não breca.

#ComoFaz?

Não sei como, não consigo fazer nada e não pensar em você. Não consigo ouvir uma música romântica e não me subir o nó na garganta. Eu passo mal em lembrar quantos dias falta pra tê-la na minha frente denovo. Quase toda a noite choro de saudade, como se não a visse há anos, e não escutasse o som da sua voz por um século.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Amo você.

Eu te amo. Tanto. Amo você, seu corpo, sua boca, seu cabelo, seu cheiro, sua pele, sua mão, seu nariz. Amo sua bochecha, seus olhos super expressivos, a sua voz cor-de-pele... seu beijinho molhado, seu abraço apertado, seu carinho de leve, sua risada baixinha.

Se ela tá dizendo... ^^

Ela: "Amo cada pedacinho seu. Amo saber que esses pedacinhos são meus também, e que eu posso fazer o que eu quiser com eles... Amo saber que esses pedacinhos juntos dos meus pedacinhos se tornam a coisa mais deliciosa que existe: nós dois! E eu quero isso pra sempre!"

Ela

Lembra que eu te falei que toda a vez que te vejo, aquele mesmo calor sobe pelo meu corpo, como se fosse a primeira vez...? Pois é, ele ainda tá aqui. Quando te vejo pronta pra sair, toda arrumada, ou quando acaba de acordar, descabelada. E isso me faz ter a certeza de que sinto por você algo muito forte. Não é achar bonitinha. É ficar sem jeito e sem graça quando você chega, aquela mesma sensação de quando estamos apaixonados em segredo. E quando eu olho pra você, pra tua família, pra tua mãe, pros teus hábitos, pros teus defeitos, pras suas doideras, eu me alimento ainda mais pela vontade de viver com você, por que foi por isso tudo pelo qual eu me apaixonei: foi POR VOCÊ. Conto as HORAS até que chegue o dia em que eu vou te dar um boa noite, sem isso significar uma despedida. Você tem dias de ser chata, eu também tenho: tudo o que eu vou querer de você quando eu estiver chato vai ser o seu amor e seu carinho gostoso, sua mão perfeita que me faz chorar ao lembrar do carinho que me faz no cabelo. Então não tem pelo que se desculpar. É aquilo que te falei: ser namoradinho, casalzinho de risadinha, de sorriso e de alegria é fácil. Mas não é de verdade. Ser namorados - pra sempre, casal mesmo, é amar e dar carinho quando o dia está uma merda, quando o outro está insuportável, quando as coisas estão dando errado. Eu te amo, meu bem. Algumas coisas em você me deixam tão feliz, com vontade de sair correndo. Outras me deixam irritado, com vontade de socar uma pedra. E eu quero todas essas coisas comigo, tá me entendendo?

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Mais do que sereias...

"As mulheres. Ah, mulheres. Gostosas como sempre, em tudo! Elas são demais."

---

Sou um pouco careta, um pouco safado, um pouco preguiçoso, um pouco 'galinha', ou seja, tenho um 'tanto' do estereótipo comum e repugnável de homem (só faltou a paixão por cerveja e futebol que, francamente, prefiro não ter). Mas como um bom homem (palavras não minhas), e fazendo proveito das minhas exemplares características de um homem, que ainda por cima acha que pode escrever, não poderia deixar de falar sobre as mulheres.

(Só à título de informação, algumas características do repugnável estereótipo de homem: amar futebol, amar futebol, deixar toalha na cama, odiar lavar louça, amar futebol, deixar sapatos pela casa, amar futebol, não arrumar cama, ter preguiça depois do almoço, amar futebol, amar carros, venerar a 'gelada sagrada' de todo o fim-de-semana, argumentar que chocolate não dá espinhas, amar futebol, se torturar ao saber que vai ter que ir fazer compras acompanhado de uma mulher, enfim: existem outras, e você não precisa ter todas as citadas aqui, fique tranquilo! =] )

Acho que, se fôssemos traduzir o que os homens pensam das mulheres numa única imagem, o resultado seria uma Sereia - não necessariamente que elas sejam, mas é o que, no fim das contas, os homens enxergam. Sim, é bem tosco assim, mesmo. E eu, em alguns momentos, as vejo assim. Eu tento fugir dos óbvios feministas, machistas, pessimistas, críticos, comediantes, sarcásticos, céticos, guerrinha de sexo, ou se existe essa de sexo frágil. Mas, ainda sou homem, então tem horas que me pego reparando nelas assim.

Bom, provavelmente algum fanático por mitologia ou filmes épicos vai questionar aqui minha definição de "sereia", mas o que eu vou falar é senso comum - ou seja, uma definição medíocre e pouco estudada. Sereias, convenhamos, são seres lindos de morrer, que encantam ao se permitirem serem vistas, que hipnotizam com as palavras e notas que saem de sua boca, mas que te puxam pelo pescoço pra te matar afogado, certamente. Ou seja, elas são lindas à vida, e a vida delas é fuder com a gente. Sim, é isso o que o homem (ou de um ser que mais se aproxime do repugnável estereótipo de tal) enxerga quando olha pra uma mulher: alguém espetacular que existe pra fuder com a gente. E aí entra a frase de lá de cima.

Não tem jeito. Os homens sempre tem a certeza infudamentada de que elas vão cagar a vida deles, mas assumem o risco e se enamoram com alguma sereia da vida. É um dogma irrefutável que é passado de geração à geração, de que mulher sempre estraga, sempre regula, sempre prende, sempre isso, ou sempre aquilo. Parece um tipo de instrução internacional, é transcultural e atemporal. E ainda assim, o filho da mãe vai lá e arruma uma mulher. É sempre assim, e incrivelmente eles vivem uma vida de mártir em função da mulher que, ao reparar na postura totalmente introspectiva que o indivíduo tem da "patroa", monta em cima do pobre coitado. Ignorantes nível 1. Esses ignorantes de nível 1 existem em várias intensidades, e se expressam sob várias formas, desde os PM (nem preciso dizer o significado da sigla) até os loucos que acham que mulheres são obras de arte e devem ser intocáveis, incontestáveis, perfeitas pelo seu próprio existir.

Bom, se o homem ignorante nível 1 já não vale muito, temos os ignorantes de nível 2: o grupo de seres com características do repugnável estereótipo masculino (mais destacadas as relacionadas à futebol, cerveja e músicas toscas) que acham que precisam ser mais 'violentos' que as sereias, ou que precisam exterminá-las como se não houvesse amanhã, tipo pescadores. Jogam a rede aqui: se pegar, pegou: comeu, jogou fora, e parte pra outra. Simples. E babaca. Acham que estão concertando o mundo ou se livrando do mal da humanidade fazendo assim. Na verdade, as mulheres só assumem mais a característica de sereia quando os ignorantes nível 2 fazem isso: ninguém gosta de ser mastigado e cuspido, né? E é aí que as mulheres começam a sacanear mesmo. Culpa dos ignorantes nível 2.

(Diga-se de passagem, eu sei que as mulheres não são "sereias" simplesmente por ser, elas tem lá seus motivos - motivos que nós, homens, nunca vamos entender. Isso se elas forem mesmo sereias. Eu não acredito que isso seja verdade, 'na verdade')

Bom, a minha história prova justamente o contrário: me enrolei com meninas lindinhas, fofinhas, vozes aveludadas, peles macias, cheirosas e engraçadinhas. Sugavam meu tempo, eram possessivinhas, adoravam achar problemas na relação e, consequentemente, me culpar por eles - sendo que, muitas vezes, eu tinha que adivinhar que estava com problemas. Nunca existia tempo quando eu solicitava, nem condições, nem ânimo, mas eu tinha que estar 'prontamente pronto' à qualquer momento, sob qualquer solicitação. Lindo né? Não, não sou bombeiro. Vou falar sobre isso ali embaixo.

Eu ainda me atrevo a criar o grupo dos realistas: caras que acreditam nas mulheres, que as tratam como seres humanos, e não como sereias, e que tem com elas uma relação muito mais franca, muito mais especial. Esse grupo é divido em: a)65%: gays; b)25%: homens sem nenhuma característica do repugnável estereótipo masculino, que são acusados de ser gays; c)10%: homens lindos de morrer, meio inatingíveis, quase utópicos - 'alvos' constantes de amores platônicos. Bom, sem muito o que falar, né? São os 'amiguinhos', ou 'amiguxos' da escola; os BFF's do colegial; os 'mais-que-irmãos' da faculdade, enfim. Ou são gays, ou todo mundo fala que são gays, ou são inatingíveis.

Curiosamente, independe do grupo do qual você, homem, faz parte, você sempre vai achar legal aquela 'coisa' chamada mulher. Elas são gostosas! Gostosas de ver, de conversar, de fazer rir! Gostosas de cuidar, de proteger, gostosas de manter, sempre... Podem ser boas, submissas, ou megeras e autoritárias, há sempre um homem que goste de todo o tipo de mulher - e é aí que eu acho que todos nós homens temos um pouquinho de ignorantes nível 1, sei lá. E não importa em qual grupo você se atribui: se você tem alguma  ou um pouco das características do repugnável estereótipo masculino ou se encaixa nos 25% que são acusados de ser gays, no grupo dos realistas, você precisa das mulhers, no mínimo duas: sua mãe e sua (futura) esposa - conheço um homem que possui características do estereótipo de homem, mas se recusa a viver com mulheres, como o cara é mala, como é marrento! Credo...!

Primeiro, que parece que mulher tem uma áurea, uma mágica, um lance diferente aí, que atrai (que bom, né?). Segundo, que homem tem um negócio que eu nunca vi, que é o fato de ser competitivo: nunca levar desaforo pra casa, adorar esportes, revanches, títulos e o direito de se gabar diante de um outro homem ou de uma mulher. Então, por mais que nós tomemos foras e tocos e tudo o mais, não dá: vamos sempre ser atraídos por elas. Podemos levar chifres (não, nunca levei, obrigado.), ter nossos cartões estourados, ficar sem futebol no domingo por que não quer ficar sem beijinho durante toda a semana seguinte, ouvir sermões e sermões sobre não chegar atrasado em nenhum lugar (elas podem, você não, FATO), andar com quem ela quiser (e, saiba disso, se você tem namorada e acha que anda com quem quiser, não se engane: você só anda com quem anda por que sua namorada deixa - se não deixasse, ou você não andava mais com determinada pessoa ou tava sem namorada ;] ), e tudo o mais, sempre vai ser assim: nós vamos correr atrás das mulheres. Isso não é ser pau-mandado, não. Tem muito cara que não admite isso, mas nós precisamos delas. Não é só pela reprodução e manutenção da espécie, isso é implícito e um mísero detalhe. E é aí que está a graça de correr atrás das mulheres: elas também precisam de nós. Sempre precisaram, nunca vão admitir, e como temos esse espírito de competição e uma merda de preconceito idiota enfiado na nossa cabeça, nós, homens, ao longo dos séculos, nos disponibilizamos a correr atrás das mulheres pra provar pra elas que elas precisam de nós (ufa!). Na verdade, não precisamos provar nada pra elas, elas sabem que precisam de nós: mas nosso desafio é fazê-las admitir isso. E é nessa brincadeira que muitos homens se ferram legal - são os que num sabem brincar infelizmente...! (E aqui, eu venho falar de mim, novamente: me dei mal com minhas "ex-minhas sereias", por que ainda não sabia brincar... Mas to aprendendo, e sendo muito bem ensinado! o/ )

Bom, 2h20 da manhã, ainda tenho uma sexta-feira de trampo pela frente, então fico por aqui com minha conclusão: somos homens, relaxados ou não, exagerados ou não, mas precisamos de vocês mulheres. Vocês são um prazer enorme em nossas vidas, podem ter certeza disso (pegaram?!)! É super divertido brincar com vocês, e mais ainda sabendo que no casamento essa brincadeira não acaba - agora só se brinca com uma pessoa, mas é tão ou mais emocionante que antes, os argumentos ficam mais profundos, haha...! Amamos vocês, o mundo sem vocês não seria nada legal, tipo, NADA legal. Minha mãe 'salvou minha vida' (tsc...), minha irmã é demais e tem mais uma mulher aí que, poutz... tiro o chapéu pra ela (vamos  ter um post só sobre ela, aguardem... ^^).

Enfim. As mulheres. Ah, mulheres. Gostosas como sempre, em tudo! Elas são demais.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Nunca tão assim

Não sou tão legal assim, não tenho tantos amigos assim, não tenho tantas fotos assim, não sou tão bonito assim, não sou tão relaxado assim, não sou tão cuidado assim, não sou tão esforçado assim, não sou tão errado assim, não sou tão careta assim, não sou tão bom assim, não sou tão especial assim, não sou nada tão assim, nem nunca vou ser.

domingo, 7 de agosto de 2011

Convite

Me convida. Me convida pra invadir sua vida. Sem pedir. Me convida pra morar no seu coração sem deixar, pra ocupar seus pensamentos sem querer. Me convida pra fazer rir quando menos esperar, pra fazer chorar como nunca imaginou. Me convida pra conhecer seu pais, pra almoçar num domingo. Me convida pra rasgar sua roupa de emoção, pra sorrir em dar as mãos, me convida. Me convida, e me mate. Me convida pra ser o seu dono, cara que te prende, que odeia que chega perto de você. Me convida pra ser o motivo do seu choro de ciúmes. Me convida pra ser vontade, me convida pra ser saudade. Me convida pra abrir as janelas do teu lado, pra respirar o teu ar. Me convida pra dormir no teu colo, pra abraçar um travesseiro pensando um no outro. Me convida pra ser feliz. Me convida a ficar triste com você. Me convida pra amar, me convida pra lutar, me convida pra não atender seu telefonema, e bate a porta na minha cara. Me convida pra ser você, me convida pra ser feliz.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Há seis anos, numa caixa vermelha

"Sabe o mais incrível? Anos, muitos anos se passaram, e a distância só aumentou.
Mas você incrivelmente continua aqui. 
Amigo, diferente, leal, me fazendo sorrir em todas as nossas breves e conturbadas, e muito apressadas conversas!
Continua sendo aquela pessoa que nunca vou me esquecer.
Aquela pessoa que me faz reviver momentos lindos...
Aquele consolo nas horas mais dificeis.

E tudo isso ficará marcado, escrito, encaixotado como peça valiosa. Assim como naqueles bilhetes com seus rabiscos guardados com muito carinho no fundo da minha caixa azul.
e você? vou guardar sempre na caixa vermelha do lado esquerdo do peito."


(via @_AliceBreda, em Brilho Desbotado)

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Simples

Você é a minha vontade, minha coragem, minha simplicidade. Você é aquele sorriso de lado, no fim da tarde, quando eu olho pra rua, e penso na vida. Aquele olhar pro nada quando pensa em alguém, num dia frio, um pouco nublado. Aquela vontade de fazer tudo com uma pessoa, até mesmo pagar mico ou ser zuado, é tudo você.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Na minha própria confusão...

...fico eu aqui, olhando a confusão de fora. Não posso entrar na confusão, se não confundo mais. Se fugir da confusão, a confusão piora. Confuso fico eu, trouxe a confusão pra mim.

Vida 'Gospel'

Esse tema tem me incomodado muito por esses dias, não posso me conter à não escrever. Bom, sem enrolações, vamos ao que interessa.

A verdade é que tem muita gente numa tara por uma vida 'Gospel' que eu vou te contar. São hábitos, músicas, programas, falas, tudo muito 'Gospel'. Lindo. Gente, pelo amor de Deus, né?! Que tara é essa por coisas seculares? É pra ser coerente, então sejamos.

Pra início de conversa, gostaria de dizer excessos e extremos fazem mal. Ser extremista ou exagerado nos tira da racionalidade e, por mais que nos emocionemos ao lembrar de tudo o que Deus fez e faz por nós, Ele quer que cultuemos a ele em racionalidade (Rm 12.1) - existe um interessante e rápido estudo sobre isso aqui.

Veja, não quero ser extremista ter a audácia de repetir o que Gondin disse aqui, que foi motivo de grandes e esquentadas discussões durante um tempo - com todo o respeito, ele é um grande pensador e teólogo, mas essa foi demais.

Mas que tara é essa por uma vida tão 'Gospel' assim? Veja, não estou tentando nem defendendo a secularização da igreja, nem de hábitos cristãos. Fomos salvos por Deus, e devemos ter atitudes tais que nos mostrem como verdadeiros filhos comprados por Ele. Mas pessoal, pera aí, ainda estamos no planeta Terra! Observem o diálogo sobre a elaboração de uma festa jovem temática de uma igreja:

Alguém: "Não concordo com o tema ser "Super Heróis". Não acho nem um pouco certo."
Pedro: "...Mas por que? Só queremos ter um momento legal, engraçado, ver as fantasias improvisadas..."
Alguém: "Não concordo por que o tema é justamente "Super Heróis". Não temos super heróis, não acreditamos nisso. Nosso único Super Herói é Jesus Cristo... [Pausa] Imagina, alguém vai de Super Homem, o salvador da humanidade (num tom sarcástico). Super Homem não é salvador de ninguém."

Pedro: "Tá, tudo bem. Mas você deixa de assistir as séries e filmes do Super Homem, na TV, por causa disso?
Alguém [sem graça]: "Não, não deixei de ver..."


Quer dizer, qual a diferença? Digo, se a pessoa condena mesmo esse lance de super heróis, por que então não condena de uma vez? Ou tem alguma separação, um limite do que é 'aceitável', que eu não entendi?

E por esse caminho vamos indo além. Gente que não escuta músicas seculares. Olha só, eu sei que nos tempos em que qualquer pessoa pode gravar um lixo e fazer sucesso (vide os funks e axés da vida, nem preciso citar), fica difícil acreditar na seriedade da música, não só, mas especialmente, a música brasileira. Mas, novamente, não sejamos extremistas. Os cantores provavelmente não sejam lá muito normais, mas letras que vem pelo inspirar, e o inspirar do pensar, o pensar do viver, e o viver vem de Deus. Deus que provê a habilidade de cantar, e escrever, e inspirar tantas pessoas. Essas pessoas escrevem letras que fazem parte da nossa vida, sem sequer imaginar que existimos... Como pode isso não ser de Deus? Letras que falam sobre o amor, sobre solidão, sobre o sofrer, sobre decepção, sobre o vazio... Alguns artistas clamam por algo que os preencha, em suas canções... E tudo o que temos feito é ser indiferente.

Veja, Deus nos deu a condição de humanos, ou seja, existem sentimentos e sensações que independem de nossa espiritualidade, nossa natureza é humana.

Bom, já falei sobre isso ali em cima, mas tem mais. Quem sou eu pra julgar as produções de TV e seus idealizadores, seu conteúdo. Mas, dadas as circunstâncias, com tantos escândalos envolvendo líderes e pregadores religiosos (sim, é esse o termo), como não questionar o valor ou o teor disso tudo? Quero dizer, à luz das Escrituras, o que realmente pode ser agregado à nossa vida através desses shows de liturgia transmitidos pela TV?

Ixe, sem contar com aqueles discursos: "Não bebo Coca-Cola. 'Coca-Cola' significa 'Alô Diabo' ao contrário". Meu irmão, sua fé tá boa, hein?! Tu tá sendo atingido por um copo de refrigerante, é melhor num vacilar não!

Se fossemos parar e analisar tudo o que é secular ou 'gospel', no nosso dia a dia, estaríamos morando em desertos, com roupas de saco, comendo gafanhotos. Nossa casa foi construida por mãos humanas, quem sabe a opção religiosa de quem a projetou/construiu? Se o arquiteto que projetou sua casa é espírita, ou ainda ateu, você vai deixar de morar? Ou vai deixar de consagrar sua casa à Deus? Se quem aprovou esta obra nos orgãos públicos responsáveis proclamar uma fé diferente da sua, você vai se recusar à seguir os processos para tal? Nossa comida é secular. Nosso carro, nossos livros, nossas roupas e eletrônicos. Nossa escola, nosso trabalho, tudo secular. Agora, pare pra pensar: sua casa, sua comida, suas roupas, seus pertencem, não te abençoam? Não abençoam vidas? Não edificam e ajudam no cuidar do templo do Espírito Santo, que é o seu corpo? Não são consagradas para Deus e a expansão de Seu Reino, cada um em sua especificidade? Como você pode dizer então que uma música ou um filme secular não podem ser usados por Deus?

Seus pais se amam, e você, provavelmente deve estar afim/gostar de alguém, certo? É o amor, em seus vários estágios, seja através de falas curtas, ou de anos de história, presenciamos o amor na nossa vida. E esse amor, vem de onde? Certamente, é de Deus, e os poetas declaram e cantam tantas coisas belas sobre uma escolha, uma atitude que vem de Deus. Temos de aprender com eles.

E se, ainda assim, tivéssemos nossa vida toda 'gospel', e desfrutássemos apenas de ambientes e situações de teor religioso, seríamos vistos como os "ETs", os loucos. Na verdade, esse é o título que nós já temos nossas vidas 'normais', imagina se fossemos 'gospel' em tudo...!

Veja bem, não estou aqui condenando nem defendendo nenhuma atitude, cristã ou secular, de qualquer espécie. O que eu quero é que pensemos e repensemos quais atitudes realmente devem ser questionadas: qual música ouvir ou não ouvir deve ser minha prioridade no pensar? Ajudar pessoas, fazer com que elas se aproximem de mim para que eu possa as conquistar, ser amigo dela e a amar, como Jesus quis, é menos importante que a minha playlist 'gospel'? Ter somente amigos na igreja, um ambiente supostamente saudável, é assim que devemos ser? Ou será que devemos seguir a Jesus, e nos aproximar e alcançar a 'mulher samaritana', o 'leproso', o 'cego', a 'mulher com fluxo de sangue'...? Tenho certeza que essa gente não está dentro da igreja, e precisa mais da gente do que dos nossos 'irmãos' que sentam no banco ao lado.

Que Deus nos abençoe!

*Atualização: recentemente houve uma discussão próxima sobre o verdadeiro significado do termo "secular", e chegou-se à conclusão de que esse termo é e sempre foi usado erroneamente. Mas, ainda assim, é esse o termo conhecido e entendido por quem não se dá ao prazer de estudar à fundo sobre isso. Portanto, para que todos entendamos, o termo vai continuar sendo esse. Valeu!

quinta-feira, 7 de abril de 2011

O que realmente importa.

Esse final de semana eu passei por uma situação interessante. Me disseram que um "determinado grupo de pessoas não poderia abençoar vidas pois não tem uma vida digna para tal".

Superficialmente é um argumento interessante e até certo ponto válido. Mas eu comecei a remexer essas palavras e conceitos e, com ajuda de alguns amigos e à luz das Escrituras, descobri uma série de falhas nessa linha de raciocínio.

Lembrei, enquanto a pessoa falava, de algumas coisinhas que aprendemos nas EBDs, da história do "Pecadinho e Pecadão", do "não julgar para não ser julgado", "de algumas histórias do Velho Testamento e até de uma musiquinha de EBF.

Sem delongas, vou começar o desabafo.

"...determinado grupo de pessoas não poderia abençoar vidas..."

A Bíblia conta histórias excepcionais, inúmeras. É muito interessante observar que elas se relacionam e tem princípios que, além de nos melhorar como cristãos e filhos de Deus, nos melhoram como simples seres humanos em nossa capacidade e habilidade, concedidos por Ele mesmo. E, sem muito esforço, podemos correr pelo Velho Testamento e localizar histórias que nos fazem questionar qual nossa real motivação e/ou objetivo no trabalho do Reino.

Há alguns anos eu ajudava minha mãe nos preparativos de uma EBF, em Linhares, quando ela colocou uma série de CDs pra selecionar algumas músicas e ensinar pras crianças. Era uns CDs legais, todos gravados por missionários estrangeiros. Ná época eu nem dava valor e, confesso, achava até estranhas algumas musiquinhas. Mas no recente episódio eu lembrei da seguinte letra: "Davi tinha um estilingue/ Sangar um aguilhão/ Dorcas uma agulha/ E um cajado Arão/ Raabe tinha uma corda/ Sansão uma queixada/ Maria um perfume e tudo isso Deus usou/ Tudo Deus usou, tudo Ele usou/ VOCE TAMBÉM TEM ALGO PARA USAR PARA O SENHOR."

Repare na variedade dos objetos apresentados na canção. Como se não bastasse, observe os personagens e leia as histórias sobre eles. Dentre as pessoas citadas podemos até encontrar uma prostituta, que mentiu para poder acobertar espiões israelitas na conquista de Jericó. E temos tantas outras histórias, que contém plantas, pedras, jumentos, mortos, moedas, barcos, gagos, cegos, leprosos, enfim, de tudo. É demais chegar pra alguém e dizer que essa pessoa não é capaz de abençoar alguém.

"...não poderia abençoar vidas pois não tem uma vida digna...".

Aqui o lance começa a ficar mais sério. Essas poucas palavras tem mais doutrinas distorcidas que muita igreja louca por aí.

Pra começo de conversa, somos todos pecadores. Eclesiastes 7.20, Romanos 3.23, e ainda Romanos 8 e 9, dentre muitos outros textos, deixam claro que TODOS SOMOS pecadores e, à não ser Jesus, ninguém que pisou na terra deixou de pecar. Isso não se discute, é fato. Não se trata de dogma nem de doutrina diferente em cada denominação, o fato é que já nascemos, desde o Éden, com intenção e coração pecaminoso e que, de formas diferentes, temos o pecado e o mal enraizados em nosso ser.

Agora vem a história de pecadinho e pecadão. Podemos citar novamente Rm 3.23, e ainda Tg 2.10, que é um de meus textos mais fortes nesse argumento todo. Eu li na internet que pecados tem tamanhos diferentes. Isso é mentira. Pecado não tem tamanho. O que tem tamanho são as consequências de cada pecado. E a Bíblia realmente fala disso, em Lucas 12.47, entre outros. E, sinceramente, isso também é bem volátil. No sistema de justiça, democracia, pensamento e comportamento (todos falhos) em que vivemos, uma mentira é vista como menos perigosa do que um assassinato. Mas isso é tão flexível a ponto de uma mentira ter o poder de matar e um assassinato ser em legítima defesa, 'simplesmente'. E aí?! A mentira não deixou de ser mentira e o assassinato não deixou de ser assassinato, mas por algumas circunstâncias podem ter significados e punições completamente diversas. No final das contas uma 'mentirinha' pode causar mais estragos que um assassinato.

E aí já entramos em outra situação: julgamento. Encontrei facilmente na internet um estudo sobre julgamento na igreja e sabe o que eu descobri: o julgar ao próximo é sim incentivado, e é bíblico! Os mais tradicionais e legalistas poderiam rapidamente citar Mateus 7.1, e com razão: "Não julgueis para não ser julgados". Obviamente, da forma com que erradamente julgamos, é melhor que nem julguemos!

Devemos sim julgar as atitudes de nossos irmãos com amor (tema para outros longos posts...), no intuito da edificação mútua e com humildade no apresentar de qualquer argumento ou circunstância, ou seja, o contrário do que fazemos. Isso é exortação. É totalmente hipócrita ou herege quando, frequentemente, 'apontamos o dedo na cara' de alguém e esfregamo-lhes seus erros na face, ao mesmo tempo que fazemos vista grossa aos nossos próprios erros. O mesmo texto de Mateus 7 complementa essa palavra, dos versículos 2 à 5. Romanos 12 fala sobre serviço, e cita sobre o dom de exortação ("...Ou o que exorta, use esse dom em exortar;...", verso 8). Numa outra tradução, o editor se refere a exortar como animar (NVI). Que legal! Podemos ajudar nosso irmão e o animar, quando cuidamos para que ele não erre onde não vê. Mas será que estamos fazendo isso?

O que eu quero dizer é, todos erramos, todos pecamos, em coisas diferentes. Se pecar tira nossa condição de adorar/abençoar, então ninguém - eu disse NINGUÉM - debaixo dos céus os pode fazer - e aquele que fala que não peca, mente, por isso peca! (risos!). Obviamente, Deus quer um coração quebrantado e arrependido sim, com a atitude de quem não quer mais errar os mesmos erros. Mas isso tanto vale pra um mentiroso quando para um assassino. Jesus perdoou um assassino minutos antes dele morrer. Ele errou, foi insensato durante toda a sua vida. Mas Deus viu seu arrependimento verdadeiro, sua atitude, Ele sondou o seu coração (Sl 17.9, Sl 139.23) e percebeu que ali existia verdade.

Jesus nos lava e nos perdoa sempre que chegamos realmente arrependidos e com sede de mudança. E testemunhar ao mundo essa atitude é um desafio nos dias de hoje, com toda essa vida que levamos. Escola, trabalho, casa pra manter, filhos pra cuidar, essas coisas estão por um fio no nosso dia-a-dia. Não deixar a peteca cair é para poucos. E por isso, quando as coisas não acontecem como esperamos, quando elas saem do nosso planejar ou controlar, ficamos alterados. E é verdade que erramos e pecamos em algumas situações como essas. E esse pecado é tão grande como o de um assassino em série, ou de um viciado, ou de um rebelde. Mas o pecado não importa. O que importa é a intenção de cada uma dessas pessoas. Onde Deus enxergar arrependimento, mudança de atitude e oportunidade de crescimento, alí existirá perdão. E isso vale pra um alguém que mata, ou para um caixa que rouba centavos de troco, ou para um filho que mente para o pai, com medo de contar a verdade, ou para a namorada que trai o namorado, ou para um funcionário que adota um comportamento absurdo ao obedecer o patrão.

Fico por aqui, nessa minha simples reflexão. Escrevo isso não com dureza, mas com amor, zelo, para falar sobre algo em que eu errei há algum tempo, e que, por consequência, me afastou de Deus, atrapalhou minha comunhão com Ele. Deus é um Deus de amor, Ele quer se relacionar conosco. E quer também que nos relacionemos verdadeiramente em paz e amor entre nós mesmos ("Mc 12.28-32). É verdade que O chateamos quando alimentamos esses problemas que, sinceramente, são tão simples de serem resolvidos, é o renunciar a si mesmo (outros longos posts...), tudo tão bíblico e fácil de se entender. Que Deus os abençoe!

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Big Brother Brasil

Minha caixa de e-mails, às vezes, me surpreende, ainda que o tema deste seja previsível...

Não sei se esse texto realmente é do Luiz Fernando Veríssimo, mas vale a pena reproduzir.

Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço...A décima primeira (está indo longe!) edição do BBB é uma síntese do que há de pior na TV brasileira. Chega a ser difícil,... encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência.

Dizem que em Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente pela banalização do sexo. O BBB é a pura e suprema banalização do sexo. Impossível assistir, ver este programa ao lado dos filhos. Gays, lésbicas, heteros... todos, na mesma casa, a casa dos “heróis”, como são chamados por Pedro Bial. Não tenho nada contra gays, acho que cada um faz da vida o que quer, mas sou contra safadeza ao vivo na TV, seja entre homossexuais ou heterosexuais. O BBB é a realidade em busca do IBOPE...

Veja como Pedro Bial tratou os participantes do BBB. Ele prometeu um “zoológico humano divertido” . Não sei se será divertido, mas parece bem variado na sua mistura de clichês e figuras típicas.

Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível. Em um e-mail que recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer tão cedo.

Eu gostaria de perguntar, se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade.

Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis. Caminho árduo? Heróis?

São esses nossos exemplos de heróis?

Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros: profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores), carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor, quase sempre mal remunerados..

Heróis, são milhares de brasileiros que sequer têm um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir e conseguem sobreviver a isso, todo santo dia.

Heróis, são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna.

Heróis, são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada, meses atrás pela própria Rede Globo.

O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral.

E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a "entender o comportamento humano". Ah, tenha dó!!!

Veja o que está por de tra$$$$$$$$ do BBB: José Neumani da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão.

Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social: moradia, alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros?

(Poderiam ser feitas mais de 520 casas populares; ou comprar mais de 5.000 computadores!)

Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores.

Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa..., ir ao cinema..., estudar... , ouvir boa música..., cuidar das flores e jardins... , telefonar para um amigo... , visitar os avós... , pescar..., brincar com as crianças... , namorar... ou simplesmente dormir.
Assistir ao BBB é ajudar a Globo a ganhar rios de dinheiro e destruir o que ainda resta dos valores sobre os quais foi construída nossa sociedade.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

From @jardel_miguel.

Ta aí a boníssima playlist do sinstríssimo senhor Jardel, ou simplesmente @jardel_miguel. O negócio tá hot mesmo! Enjoy!

Seether - "Eyes of the Devil"
Seether - "Careless Whisper"
AlterBridge - "Wonderful life"
Seether - "Walk away From the Sun"
Alterbridge - "Still Remains"
Myles Kennedy + Slash - "Back from Cali"
Asuperset - "Revanche"
Dark new Day - "Bare Bones"
Army of Me - "Going Through Changes"
Three Days Grace - "Someone Who Cares"
Mexicolas - "Come Clean"