Texto antiguinho, mas merece um post...
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Bom, na verdade eu não sei bem qual é o objetivo ou o foco desse blog, mas como o blog é meu, vou postar o que eu quiser... - - - - Quinta-feira, 21hrs da noite, e uma aula de sociologia maléfica foram as inspirações para essa postagem. O tema da aula foi censo comum, valores, conceitos, etc, essa babozeira toda... Aquilo que a gente todo o ano aprende na escola e sempre vê em filmes chatos, como Matrix e coisa e tal... Tá bom, isso tudo é, apesar de muito complexo e distante da midia, a base da nossa sociedade, devemos (devemos?) entender os "conceitos que constroem nossos conceitos" (falando muuuuuito grosseiramente), e também as relações entre os viventes desta sociedade e seus poderes, mas somos questionados e "invocados" a questionar de um modo muito ocidental, e por que não, de um modo muito cristão. Não que isto seja ruim (não significa que seja necessariamente bom) - somos estimulados a pensar, repensar, questionar e a, inclusive, sair do famoso senso comum, mas somos manipulados a cair numa hegemonia erudita, ou seja, (não sei se essa expressão é a adequada, mas vou chamar assim) saimos de um senso comum para entrar num "cultismo" vicioso e que, embora provavelmente já questionado, nos foi imposto desde nossa fecundação (!).
Ou seja, temos de sair de um comodismo, que já é citado e combatido desde a filosofia grega, mas em contrapartida somos levados ao cultismo (de idéias, pensamentos, falas, aparências, etc) que predomina desde o séc. XIX, ou até do séc. XVIII, imposto pela "nossa" filosofia ocidental. Aliás, os valores ocidentais dos quais tentamos alcançar a plenitude (coragem, honra, sabedoria, respeito, humildade, e por aí vai...) foram descritos há 2000 anos, e de lá para cá, por maior que seja a quantidade de discussões que houveram em torno desses e de muitos outros mais valores, pouco mudaram. De um modo muito simples, se devemos questionar tudo (!), por que não questionar a definição (se é que existe mesmo) e a origem nos valores sociais atuais?
Um exemplo que foi discutido na aula foi a questão da roupa na sociedade atual - como nos devemos vestir na praia, na rua, na padaria, no trabalho, etc. Seguindo este exemplo, quem disse que precisamos ir de sunga na praia, e não de terno? "Ah, Menino, é por causa da temperatura, poxa!!!" Parece patético, mas alguém vestiu uma sunga pela primeira vez e de lá para cá ninguém questionou. Aprofundando um pouco mais, vamos passar da sunga para o maiô. Não se usava maiô nas praias. Usaram pela primeira vez, e como um vírus, não se questionou o uso - apenas usou-se - e isso por que na época era "meio proibido", "socialmente" falando. Ou seja, será que estamos questionando as coisas certas, e será que estamos questionando voltados para as respostas certas? Buscamos que tipo de respostas, e quais são as certas?
Finalizando, a historinha dos homens que estão na caverna e só vêem sombras (o acento ainda está certo xD) é muito bonitinha, e faz sentido, mas será que não estamos caindo no comdismo de pensar que esta é a maneira certa de se pensar? Isto é, a história é repetida a 2000 anos, será que não necessitamos pensar mais ainda e verificar a fidelidade dessa filosofia que nos cerca? (E quando falo filosofia, me refiro tanto à ciência quanto à "matéria" em si, a parte que não estudamos na escola, nem na facul, incluindo os nossos conceitos e valores das virtudes e pecados - e por que não os da sociedade - tanto a do nosso bairro como o nosso planeta?). Ao começar a escrevrer pensei que encontraria alguma resposta, mas surgiram inúmeras outras perguntas, das quais não as postei nem um quinto.
Vamos pensar um pouquinho?
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