Poderia ser mais uma terça-feira qualquer, poderia ser mais um 23 de Agosto qualquer, poderia. Mas essa terça-feira, esse 23 de Agosto tem sido bem diferente. Na verdade, 'diferente' é a palavra que melhor descreve o dia de hoje, mesmo. Aquele tipo de dia em que já acordamos inquietos, quase que pressentindo sobre o que vai acontecer. Mais estranho que o dia é esse nosso pressentimento sobre o mesmo. E isso transforma as coisas simples e rotineiras em tarefas longas e experiências únicas - pasmem. Nada mudou, apenas a percepção. Sei que não sou louco, alguma vez isso já aconteceu com quem quer que esteja lendo isso aqui.
Acordei mais cedo que o comum, tive a rotina alterada um pouco. Logo me lembrei do dia que seria hoje: 23 de Agosto, o dia em que fazemos dois meses. Na hora não pude me apegar à esse pensamento, estava concentrado com outras coisas. Mas, no mesmo momento em que acabei tudo, esse 'climão' me envolveu de novo. Parece um vírus, ou até uma droga, que começa sem te incomodar, até fazendo bem, e vai de preenchendo, tomando conta de você até fisicamente. Quando você se pega não consegue parar de pensar naquilo, e suas ações, suas atitudes são claramente direcionadas e comandadas por tudo aquilo. É louco. E eu to nessa. E é incrível como o ambiente influencia nisso tudo: o dia cinza, o clima frio, a chuva fina, os carros apressados, e até ouvir de longe um carro passando tocando mais um desses sertanejos que eu gosto. Mas é o que eu falei, num tem nada de mais, é a gente que tá alterado.
Logo depois do almoço resolvi o que precisava e, como antes, instantaneamente isso tudo me ocupa. Resolvi procurar pela frase do sertanejo que havia ouvido na rua, minutos antes. Era o que faltava pra eu me jogar nessa teia toda. Agora to aqui, ouvindo "Astral", de Jorge e Mateus, frenéticamente, sem parar um minuto (até agora, são 7 horas sem parar). Inevitavelmente nossa história toda se passou pela minha cabeça, naquele estilo flashback fast motion de filme mesmo. Eu tocando pra ela, pela primeira vez, quando nem nos conhecíamos ainda. Eu, ela, e outros no Claudiney, lanchando tantas vezes. Um rolê maluco em que ela chorou por um cara que não sabia o que queria. Um McDonalds em que eu falava pra ela ser paciente e dar outra chance pra outro cara que também não sabia o que queria. Nós dois compartilhando coisas siniisxtras sem sentir peso, sem incômodo, apenas compreensão. Ela mandando esse outro cara pro espaço, e ficando com um terceiro que, novidade, também não sabia o que queria (mas esse era pior, por que é caipira, acima de tudo). Eu dando conselhos, dando força, ouvindo. Sofrendo sem saber.
(Muitos me perguntam: mas Pedro, você não namorava, antes? Como estava sofrendo por ela? Bom, aqui vou eu numa confissão inédita, mas verdadeira. Sim, eu sofria por ela. Eu sempre tive vontade de ouvir dela um "nossa, você é mesmo um cara especial, um homem espetacular e que é pra vida toda". E, na época, naquela época, ela não disse. Não pra mim. Eu realmente acredito e respeito na amizade verdadeira entre duas pessoas, inclusive de sexos diferentes. É o que éramos, e sempre fomos: grandes amigos. Mas o compartilhar e o exortar fizeram com que, com o tempo, ganhássemos uma intimidade maior. Conhecíamos as frustrações um do outro, sabíamos o que precisávamos e podíamos muito bem chegar um pro outro e simplesmente descarregar tudo, chorar, xingar, reclamar, blaw. E isso fez com que, pelo menos ao meu ver, aprendêssemos a fazer feliz, um ao outro. Na verdade, fez com que aprendêssemos a não nos fazer tristes. Nossos parceiros nos faziam felizes, mas quando pegavam pra nos deixar chateado, ah, conseguiam. E só nós dois podíamos nos curar, nessas horas. O que falar, o que fazer, pra onde ir, o que ouvir, nós já sabíamos e era automático. Ou seja, ao meu ver, estávamos apaixonados e não sabíamos.)
O último flash foi nosso primeiro beijo. Até hoje fico sem chão quando penso nele (papo de mulherzinha da p****, mas é verdade). Uma quinta-feira qualquer, com uma boa companhia e um programa divertido. Assistir DVDs de Exalta e Jorge e Mateus na casa de grandes amigos, com um bom vinho (e sua variação "pau-na-coxa") parecia simples, só mais uma situação que renderia bons momentos, risadas divertidas e a disposição de enfrentar o fantasma da ex em véspera de viagem. Hoje, que ouço ela contar tudo o que armou e arquitetou pra me ter ali, naquela noite, é sim de dar frio na barriga. Até por que, na minha cegueira toda, na minha teimosia e insistência em dizer que nada aconteceria entre nós, jamais, eu fui pra lá sem desconfiar de nada (ninguém sabia de nada daquilo, só ela), sem esperar por nada, a não ser minha fossa em que eu fazia questão de me jogar - exatamente isso: eu saia, olhava pra tudo, e literalmente pulava lá de novo. Tudo muito bem, tudo muito bom até ela me pedir um beijo. Esse filme, esses flashs, que acabei de descrever, passou tudo ali naquela hora. Em questão de segundos. Eu não estava disposto a fazer aquilo, com medo de que as coisas ficassem diferente entre nós. E eu sabia que se fizesse aquilo, nossos olhares mudariam, nossas atitudes e pensamentos mudariam. Mas eu não queria perder aquilo que tornava nossa amizade tão especial, tão única e que fazia tão bem. Além disso, pesava o fato de que ela sempre foi uma 'menina de uma chance só', ou seja, se fosse pra acontecer algo entre nós, eu não gostaria que fosse superficial, ou rápido, só por diversão. De qualquer forma, era uma chance só. Aconteceu, já era. Se acabar, se não durar, acabou, foi. E eu ficaria frustrado e chateado e teria que procurar um bom tempo por alguém que se parecesse um pouco com ela e o bem que ela me faz. Rolou o beijo. Foi meio que na calada, ninguém sabia daquilo ali. Ninguém. Tínhamos que ser silenciosos, mas não eu não queria, não podia, ser devagar. Eu tinha que impressionar, fazer bem feito, afinal ela era autêntica e no menor pormenor (sim, redundante) ela poderia fazer meu nome (pro bem ou pro mal). Além disso, seu último ex era descrito por ela, pra mim, como aquele que tinha uma pegada completa, perfeita. Enfim, foi esse beijo, esse primeiro e apressado beijo, que me fez cair na real: eu estava apaixonado, mas vivia uma falsa história de amor. Estava realmente apaixonado, só achava que amava a pessoa errada! Amava a pessoa certa, mas fazia questão de querer enxergar a pessoa errada...
Resumindo, eu chorei muito hoje (sim, chorei) ao ver que um beijo 'sem muito compromisso', mas muito delicado, que representava tanta coisa, se transformou numa história tão irada... O fato dessa história já ter começado antes e me envolver com tudo, com pressa e de uma forma tão especial me fazem olhar pra frente sem saber o que esperar, mas com a certeza de que do lado dela, qualquer coisa vai ser perfeito. Relendo algumas conversas de MSN, hoje, me dou conta de que fui CEGO, e muitas pessoas e situações me faziam não enxergar o que estava bem na minha frente. Coitado de mim, mal sabe que o que é pra ser de verdade, a gente não breca.
terça-feira, 23 de agosto de 2011
#ComoFaz?
Não sei como, não consigo fazer nada e não pensar em você. Não consigo ouvir uma música romântica e não me subir o nó na garganta. Eu passo mal em lembrar quantos dias falta pra tê-la na minha frente denovo. Quase toda a noite choro de saudade, como se não a visse há anos, e não escutasse o som da sua voz por um século.
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
Amo você.
Eu te amo. Tanto. Amo você, seu corpo, sua boca, seu cabelo, seu cheiro, sua pele, sua mão, seu nariz. Amo sua bochecha, seus olhos super expressivos, a sua voz cor-de-pele... seu beijinho molhado, seu abraço apertado, seu carinho de leve, sua risada baixinha.
Se ela tá dizendo... ^^
Ela: "Amo cada pedacinho seu. Amo saber que esses pedacinhos são meus também, e que eu posso fazer o que eu quiser com eles... Amo saber que esses pedacinhos juntos dos meus pedacinhos se tornam a coisa mais deliciosa que existe: nós dois! E eu quero isso pra sempre!"
Ela
Lembra que eu te falei que toda a vez que te vejo, aquele mesmo calor sobe pelo meu corpo, como se fosse a primeira vez...? Pois é, ele ainda tá aqui. Quando te vejo pronta pra sair, toda arrumada, ou quando acaba de acordar, descabelada. E isso me faz ter a certeza de que sinto por você algo muito forte. Não é achar bonitinha. É ficar sem jeito e sem graça quando você chega, aquela mesma sensação de quando estamos apaixonados em segredo. E quando eu olho pra você, pra tua família, pra tua mãe, pros teus hábitos, pros teus defeitos, pras suas doideras, eu me alimento ainda mais pela vontade de viver com você, por que foi por isso tudo pelo qual eu me apaixonei: foi POR VOCÊ. Conto as HORAS até que chegue o dia em que eu vou te dar um boa noite, sem isso significar uma despedida.
Você tem dias de ser chata, eu também tenho: tudo o que eu vou querer de você quando eu estiver chato vai ser o seu amor e seu carinho gostoso, sua mão perfeita que me faz chorar ao lembrar do carinho que me faz no cabelo. Então não tem pelo que se desculpar. É aquilo que te falei: ser namoradinho, casalzinho de risadinha, de sorriso e de alegria é fácil. Mas não é de verdade. Ser namorados - pra sempre, casal mesmo, é amar e dar carinho quando o dia está uma merda, quando o outro está insuportável, quando as coisas estão dando errado.
Eu te amo, meu bem. Algumas coisas em você me deixam tão feliz, com vontade de sair correndo. Outras me deixam irritado, com vontade de socar uma pedra. E eu quero todas essas coisas comigo, tá me entendendo?
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Mais do que sereias...
"As mulheres. Ah, mulheres. Gostosas como sempre, em tudo! Elas são demais."
---
Sou um pouco careta, um pouco safado, um pouco preguiçoso, um pouco 'galinha', ou seja, tenho um 'tanto' do estereótipo comum e repugnável de homem (só faltou a paixão por cerveja e futebol que, francamente, prefiro não ter). Mas como um bom homem (palavras não minhas), e fazendo proveito das minhas exemplares características de um homem, que ainda por cima acha que pode escrever, não poderia deixar de falar sobre as mulheres.
(Só à título de informação, algumas características do repugnável estereótipo de homem: amar futebol, amar futebol, deixar toalha na cama, odiar lavar louça, amar futebol, deixar sapatos pela casa, amar futebol, não arrumar cama, ter preguiça depois do almoço, amar futebol, amar carros, venerar a 'gelada sagrada' de todo o fim-de-semana, argumentar que chocolate não dá espinhas, amar futebol, se torturar ao saber que vai ter que ir fazer compras acompanhado de uma mulher, enfim: existem outras, e você não precisa ter todas as citadas aqui, fique tranquilo! =] )
Acho que, se fôssemos traduzir o que os homens pensam das mulheres numa única imagem, o resultado seria uma Sereia - não necessariamente que elas sejam, mas é o que, no fim das contas, os homens enxergam. Sim, é bem tosco assim, mesmo. E eu, em alguns momentos, as vejo assim. Eu tento fugir dos óbvios feministas, machistas, pessimistas, críticos, comediantes, sarcásticos, céticos, guerrinha de sexo, ou se existe essa de sexo frágil. Mas, ainda sou homem, então tem horas que me pego reparando nelas assim.
Bom, provavelmente algum fanático por mitologia ou filmes épicos vai questionar aqui minha definição de "sereia", mas o que eu vou falar é senso comum - ou seja, uma definição medíocre e pouco estudada. Sereias, convenhamos, são seres lindos de morrer, que encantam ao se permitirem serem vistas, que hipnotizam com as palavras e notas que saem de sua boca, mas que te puxam pelo pescoço pra te matar afogado, certamente. Ou seja, elas são lindas à vida, e a vida delas é fuder com a gente. Sim, é isso o que o homem (ou de um ser que mais se aproxime do repugnável estereótipo de tal) enxerga quando olha pra uma mulher: alguém espetacular que existe pra fuder com a gente. E aí entra a frase de lá de cima.
Não tem jeito. Os homens sempre tem a certeza infudamentada de que elas vão cagar a vida deles, mas assumem o risco e se enamoram com alguma sereia da vida. É um dogma irrefutável que é passado de geração à geração, de que mulher sempre estraga, sempre regula, sempre prende, sempre isso, ou sempre aquilo. Parece um tipo de instrução internacional, é transcultural e atemporal. E ainda assim, o filho da mãe vai lá e arruma uma mulher. É sempre assim, e incrivelmente eles vivem uma vida de mártir em função da mulher que, ao reparar na postura totalmente introspectiva que o indivíduo tem da "patroa", monta em cima do pobre coitado. Ignorantes nível 1. Esses ignorantes de nível 1 existem em várias intensidades, e se expressam sob várias formas, desde os PM (nem preciso dizer o significado da sigla) até os loucos que acham que mulheres são obras de arte e devem ser intocáveis, incontestáveis, perfeitas pelo seu próprio existir.
Bom, se o homem ignorante nível 1 já não vale muito, temos os ignorantes de nível 2: o grupo de seres com características do repugnável estereótipo masculino (mais destacadas as relacionadas à futebol, cerveja e músicas toscas) que acham que precisam ser mais 'violentos' que as sereias, ou que precisam exterminá-las como se não houvesse amanhã, tipo pescadores. Jogam a rede aqui: se pegar, pegou: comeu, jogou fora, e parte pra outra. Simples. E babaca. Acham que estão concertando o mundo ou se livrando do mal da humanidade fazendo assim. Na verdade, as mulheres só assumem mais a característica de sereia quando os ignorantes nível 2 fazem isso: ninguém gosta de ser mastigado e cuspido, né? E é aí que as mulheres começam a sacanear mesmo. Culpa dos ignorantes nível 2.
(Diga-se de passagem, eu sei que as mulheres não são "sereias" simplesmente por ser, elas tem lá seus motivos - motivos que nós, homens, nunca vamos entender. Isso se elas forem mesmo sereias. Eu não acredito que isso seja verdade, 'na verdade')
Bom, a minha história prova justamente o contrário: me enrolei com meninas lindinhas, fofinhas, vozes aveludadas, peles macias, cheirosas e engraçadinhas. Sugavam meu tempo, eram possessivinhas, adoravam achar problemas na relação e, consequentemente, me culpar por eles - sendo que, muitas vezes, eu tinha que adivinhar que estava com problemas. Nunca existia tempo quando eu solicitava, nem condições, nem ânimo, mas eu tinha que estar 'prontamente pronto' à qualquer momento, sob qualquer solicitação. Lindo né? Não, não sou bombeiro. Vou falar sobre isso ali embaixo.
Eu ainda me atrevo a criar o grupo dos realistas: caras que acreditam nas mulheres, que as tratam como seres humanos, e não como sereias, e que tem com elas uma relação muito mais franca, muito mais especial. Esse grupo é divido em: a)65%: gays; b)25%: homens sem nenhuma característica do repugnável estereótipo masculino, que são acusados de ser gays; c)10%: homens lindos de morrer, meio inatingíveis, quase utópicos - 'alvos' constantes de amores platônicos. Bom, sem muito o que falar, né? São os 'amiguinhos', ou 'amiguxos' da escola; os BFF's do colegial; os 'mais-que-irmãos' da faculdade, enfim. Ou são gays, ou todo mundo fala que são gays, ou são inatingíveis.
Curiosamente, independe do grupo do qual você, homem, faz parte, você sempre vai achar legal aquela 'coisa' chamada mulher. Elas são gostosas! Gostosas de ver, de conversar, de fazer rir! Gostosas de cuidar, de proteger, gostosas de manter, sempre... Podem ser boas, submissas, ou megeras e autoritárias, há sempre um homem que goste de todo o tipo de mulher - e é aí que eu acho que todos nós homens temos um pouquinho de ignorantes nível 1, sei lá. E não importa em qual grupo você se atribui: se você tem alguma ou um pouco das características do repugnável estereótipo masculino ou se encaixa nos 25% que são acusados de ser gays, no grupo dos realistas, você precisa das mulhers, no mínimo duas: sua mãe e sua (futura) esposa - conheço um homem que possui características do estereótipo de homem, mas se recusa a viver com mulheres, como o cara é mala, como é marrento! Credo...!
Primeiro, que parece que mulher tem uma áurea, uma mágica, um lance diferente aí, que atrai (que bom, né?). Segundo, que homem tem um negócio que eu nunca vi, que é o fato de ser competitivo: nunca levar desaforo pra casa, adorar esportes, revanches, títulos e o direito de se gabar diante de um outro homem ou de uma mulher. Então, por mais que nós tomemos foras e tocos e tudo o mais, não dá: vamos sempre ser atraídos por elas. Podemos levar chifres (não, nunca levei, obrigado.), ter nossos cartões estourados, ficar sem futebol no domingo por que não quer ficar sem beijinho durante toda a semana seguinte, ouvir sermões e sermões sobre não chegar atrasado em nenhum lugar (elas podem, você não, FATO), andar com quem ela quiser (e, saiba disso, se você tem namorada e acha que anda com quem quiser, não se engane: você só anda com quem anda por que sua namorada deixa - se não deixasse, ou você não andava mais com determinada pessoa ou tava sem namorada ;] ), e tudo o mais, sempre vai ser assim: nós vamos correr atrás das mulheres. Isso não é ser pau-mandado, não. Tem muito cara que não admite isso, mas nós precisamos delas. Não é só pela reprodução e manutenção da espécie, isso é implícito e um mísero detalhe. E é aí que está a graça de correr atrás das mulheres: elas também precisam de nós. Sempre precisaram, nunca vão admitir, e como temos esse espírito de competição e uma merda de preconceito idiota enfiado na nossa cabeça, nós, homens, ao longo dos séculos, nos disponibilizamos a correr atrás das mulheres pra provar pra elas que elas precisam de nós (ufa!). Na verdade, não precisamos provar nada pra elas, elas sabem que precisam de nós: mas nosso desafio é fazê-las admitir isso. E é nessa brincadeira que muitos homens se ferram legal - são os que num sabem brincar infelizmente...! (E aqui, eu venho falar de mim, novamente: me dei mal com minhas "ex-minhas sereias", por que ainda não sabia brincar... Mas to aprendendo, e sendo muito bem ensinado! o/ )
Bom, 2h20 da manhã, ainda tenho uma sexta-feira de trampo pela frente, então fico por aqui com minha conclusão: somos homens, relaxados ou não, exagerados ou não, mas precisamos de vocês mulheres. Vocês são um prazer enorme em nossas vidas, podem ter certeza disso (pegaram?!)! É super divertido brincar com vocês, e mais ainda sabendo que no casamento essa brincadeira não acaba - agora só se brinca com uma pessoa, mas é tão ou mais emocionante que antes, os argumentos ficam mais profundos, haha...! Amamos vocês, o mundo sem vocês não seria nada legal, tipo, NADA legal. Minha mãe 'salvou minha vida' (tsc...), minha irmã é demais e tem mais uma mulher aí que, poutz... tiro o chapéu pra ela (vamos ter um post só sobre ela, aguardem... ^^).
Enfim. As mulheres. Ah, mulheres. Gostosas como sempre, em tudo! Elas são demais.
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Sou um pouco careta, um pouco safado, um pouco preguiçoso, um pouco 'galinha', ou seja, tenho um 'tanto' do estereótipo comum e repugnável de homem (só faltou a paixão por cerveja e futebol que, francamente, prefiro não ter). Mas como um bom homem (palavras não minhas), e fazendo proveito das minhas exemplares características de um homem, que ainda por cima acha que pode escrever, não poderia deixar de falar sobre as mulheres.
(Só à título de informação, algumas características do repugnável estereótipo de homem: amar futebol, amar futebol, deixar toalha na cama, odiar lavar louça, amar futebol, deixar sapatos pela casa, amar futebol, não arrumar cama, ter preguiça depois do almoço, amar futebol, amar carros, venerar a 'gelada sagrada' de todo o fim-de-semana, argumentar que chocolate não dá espinhas, amar futebol, se torturar ao saber que vai ter que ir fazer compras acompanhado de uma mulher, enfim: existem outras, e você não precisa ter todas as citadas aqui, fique tranquilo! =] )
Acho que, se fôssemos traduzir o que os homens pensam das mulheres numa única imagem, o resultado seria uma Sereia - não necessariamente que elas sejam, mas é o que, no fim das contas, os homens enxergam. Sim, é bem tosco assim, mesmo. E eu, em alguns momentos, as vejo assim. Eu tento fugir dos óbvios feministas, machistas, pessimistas, críticos, comediantes, sarcásticos, céticos, guerrinha de sexo, ou se existe essa de sexo frágil. Mas, ainda sou homem, então tem horas que me pego reparando nelas assim.
Bom, provavelmente algum fanático por mitologia ou filmes épicos vai questionar aqui minha definição de "sereia", mas o que eu vou falar é senso comum - ou seja, uma definição medíocre e pouco estudada. Sereias, convenhamos, são seres lindos de morrer, que encantam ao se permitirem serem vistas, que hipnotizam com as palavras e notas que saem de sua boca, mas que te puxam pelo pescoço pra te matar afogado, certamente. Ou seja, elas são lindas à vida, e a vida delas é fuder com a gente. Sim, é isso o que o homem (ou de um ser que mais se aproxime do repugnável estereótipo de tal) enxerga quando olha pra uma mulher: alguém espetacular que existe pra fuder com a gente. E aí entra a frase de lá de cima.
Não tem jeito. Os homens sempre tem a certeza infudamentada de que elas vão cagar a vida deles, mas assumem o risco e se enamoram com alguma sereia da vida. É um dogma irrefutável que é passado de geração à geração, de que mulher sempre estraga, sempre regula, sempre prende, sempre isso, ou sempre aquilo. Parece um tipo de instrução internacional, é transcultural e atemporal. E ainda assim, o filho da mãe vai lá e arruma uma mulher. É sempre assim, e incrivelmente eles vivem uma vida de mártir em função da mulher que, ao reparar na postura totalmente introspectiva que o indivíduo tem da "patroa", monta em cima do pobre coitado. Ignorantes nível 1. Esses ignorantes de nível 1 existem em várias intensidades, e se expressam sob várias formas, desde os PM (nem preciso dizer o significado da sigla) até os loucos que acham que mulheres são obras de arte e devem ser intocáveis, incontestáveis, perfeitas pelo seu próprio existir.
Bom, se o homem ignorante nível 1 já não vale muito, temos os ignorantes de nível 2: o grupo de seres com características do repugnável estereótipo masculino (mais destacadas as relacionadas à futebol, cerveja e músicas toscas) que acham que precisam ser mais 'violentos' que as sereias, ou que precisam exterminá-las como se não houvesse amanhã, tipo pescadores. Jogam a rede aqui: se pegar, pegou: comeu, jogou fora, e parte pra outra. Simples. E babaca. Acham que estão concertando o mundo ou se livrando do mal da humanidade fazendo assim. Na verdade, as mulheres só assumem mais a característica de sereia quando os ignorantes nível 2 fazem isso: ninguém gosta de ser mastigado e cuspido, né? E é aí que as mulheres começam a sacanear mesmo. Culpa dos ignorantes nível 2.
(Diga-se de passagem, eu sei que as mulheres não são "sereias" simplesmente por ser, elas tem lá seus motivos - motivos que nós, homens, nunca vamos entender. Isso se elas forem mesmo sereias. Eu não acredito que isso seja verdade, 'na verdade')
Bom, a minha história prova justamente o contrário: me enrolei com meninas lindinhas, fofinhas, vozes aveludadas, peles macias, cheirosas e engraçadinhas. Sugavam meu tempo, eram possessivinhas, adoravam achar problemas na relação e, consequentemente, me culpar por eles - sendo que, muitas vezes, eu tinha que adivinhar que estava com problemas. Nunca existia tempo quando eu solicitava, nem condições, nem ânimo, mas eu tinha que estar 'prontamente pronto' à qualquer momento, sob qualquer solicitação. Lindo né? Não, não sou bombeiro. Vou falar sobre isso ali embaixo.
Eu ainda me atrevo a criar o grupo dos realistas: caras que acreditam nas mulheres, que as tratam como seres humanos, e não como sereias, e que tem com elas uma relação muito mais franca, muito mais especial. Esse grupo é divido em: a)65%: gays; b)25%: homens sem nenhuma característica do repugnável estereótipo masculino, que são acusados de ser gays; c)10%: homens lindos de morrer, meio inatingíveis, quase utópicos - 'alvos' constantes de amores platônicos. Bom, sem muito o que falar, né? São os 'amiguinhos', ou 'amiguxos' da escola; os BFF's do colegial; os 'mais-que-irmãos' da faculdade, enfim. Ou são gays, ou todo mundo fala que são gays, ou são inatingíveis.
Curiosamente, independe do grupo do qual você, homem, faz parte, você sempre vai achar legal aquela 'coisa' chamada mulher. Elas são gostosas! Gostosas de ver, de conversar, de fazer rir! Gostosas de cuidar, de proteger, gostosas de manter, sempre... Podem ser boas, submissas, ou megeras e autoritárias, há sempre um homem que goste de todo o tipo de mulher - e é aí que eu acho que todos nós homens temos um pouquinho de ignorantes nível 1, sei lá. E não importa em qual grupo você se atribui: se você tem alguma ou um pouco das características do repugnável estereótipo masculino ou se encaixa nos 25% que são acusados de ser gays, no grupo dos realistas, você precisa das mulhers, no mínimo duas: sua mãe e sua (futura) esposa - conheço um homem que possui características do estereótipo de homem, mas se recusa a viver com mulheres, como o cara é mala, como é marrento! Credo...!
Primeiro, que parece que mulher tem uma áurea, uma mágica, um lance diferente aí, que atrai (que bom, né?). Segundo, que homem tem um negócio que eu nunca vi, que é o fato de ser competitivo: nunca levar desaforo pra casa, adorar esportes, revanches, títulos e o direito de se gabar diante de um outro homem ou de uma mulher. Então, por mais que nós tomemos foras e tocos e tudo o mais, não dá: vamos sempre ser atraídos por elas. Podemos levar chifres (não, nunca levei, obrigado.), ter nossos cartões estourados, ficar sem futebol no domingo por que não quer ficar sem beijinho durante toda a semana seguinte, ouvir sermões e sermões sobre não chegar atrasado em nenhum lugar (elas podem, você não, FATO), andar com quem ela quiser (e, saiba disso, se você tem namorada e acha que anda com quem quiser, não se engane: você só anda com quem anda por que sua namorada deixa - se não deixasse, ou você não andava mais com determinada pessoa ou tava sem namorada ;] ), e tudo o mais, sempre vai ser assim: nós vamos correr atrás das mulheres. Isso não é ser pau-mandado, não. Tem muito cara que não admite isso, mas nós precisamos delas. Não é só pela reprodução e manutenção da espécie, isso é implícito e um mísero detalhe. E é aí que está a graça de correr atrás das mulheres: elas também precisam de nós. Sempre precisaram, nunca vão admitir, e como temos esse espírito de competição e uma merda de preconceito idiota enfiado na nossa cabeça, nós, homens, ao longo dos séculos, nos disponibilizamos a correr atrás das mulheres pra provar pra elas que elas precisam de nós (ufa!). Na verdade, não precisamos provar nada pra elas, elas sabem que precisam de nós: mas nosso desafio é fazê-las admitir isso. E é nessa brincadeira que muitos homens se ferram legal - são os que num sabem brincar infelizmente...! (E aqui, eu venho falar de mim, novamente: me dei mal com minhas "ex-minhas sereias", por que ainda não sabia brincar... Mas to aprendendo, e sendo muito bem ensinado! o/ )
Bom, 2h20 da manhã, ainda tenho uma sexta-feira de trampo pela frente, então fico por aqui com minha conclusão: somos homens, relaxados ou não, exagerados ou não, mas precisamos de vocês mulheres. Vocês são um prazer enorme em nossas vidas, podem ter certeza disso (pegaram?!)! É super divertido brincar com vocês, e mais ainda sabendo que no casamento essa brincadeira não acaba - agora só se brinca com uma pessoa, mas é tão ou mais emocionante que antes, os argumentos ficam mais profundos, haha...! Amamos vocês, o mundo sem vocês não seria nada legal, tipo, NADA legal. Minha mãe 'salvou minha vida' (tsc...), minha irmã é demais e tem mais uma mulher aí que, poutz... tiro o chapéu pra ela (vamos ter um post só sobre ela, aguardem... ^^).
Enfim. As mulheres. Ah, mulheres. Gostosas como sempre, em tudo! Elas são demais.
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Nunca tão assim
Não sou tão legal assim, não tenho tantos amigos assim, não tenho tantas fotos assim, não sou tão bonito assim, não sou tão relaxado assim, não sou tão cuidado assim, não sou tão esforçado assim, não sou tão errado assim, não sou tão careta assim, não sou tão bom assim, não sou tão especial assim, não sou nada tão assim, nem nunca vou ser.
domingo, 7 de agosto de 2011
Convite
Me convida. Me convida pra invadir sua vida. Sem pedir. Me convida pra morar no seu coração sem deixar, pra ocupar seus pensamentos sem querer. Me convida pra fazer rir quando menos esperar, pra fazer chorar como nunca imaginou. Me convida pra conhecer seu pais, pra almoçar num domingo. Me convida pra rasgar sua roupa de emoção, pra sorrir em dar as mãos, me convida. Me convida, e me mate. Me convida pra ser o seu dono, cara que te prende, que odeia que chega perto de você. Me convida pra ser o motivo do seu choro de ciúmes. Me convida pra ser vontade, me convida pra ser saudade. Me convida pra abrir as janelas do teu lado, pra respirar o teu ar. Me convida pra dormir no teu colo, pra abraçar um travesseiro pensando um no outro. Me convida pra ser feliz. Me convida a ficar triste com você. Me convida pra amar, me convida pra lutar, me convida pra não atender seu telefonema, e bate a porta na minha cara. Me convida pra ser você, me convida pra ser feliz.
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